quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

O VALOR RELATIVO DAS PEÇAS



Todo iniciante no jogo do xadrez, sabe de uma referência ao valor absoluto e relativo dos elementos operativos, peças e peões, ou seja da força que exerce cada peça ou peão. O peão é a referência absoluta unitária, depois o cavalo que vale três peões, o bispo que vale três peões  e meio, a torre que vale cinco peões e finalmente a dama que vale nove peões. Para melhor visualizar esta relação absoluta veja o quadro abaixo.

QUADRO I
VALOR ABSOLUTO DAS PEÇAS

PEÇAS
NÚMERO DE CASAS QUE DOMINA NA POSIÇÃO CENTRAL d4
VALOR
PEÃO
02
01
CAVALO
08
03
BISPO
13
03
TORRE
14
05
DAMA
27
09

Daí  é importante saber que o valor de cada peça ou peão depende do elemento primordial do jogo do xadrez que é a posição. Os componentes integrantes da posição são três a saber: a força, espaço e tempo. A força corresponde ao material ou elementos operativos(peças e peões), sem o espaço(tabuleiro) e sem o tempo(a oportunidade de jogar), a posição não existe. Pois por outro lado a posição em seu conjunto, é dizer, como tal, determina a importância e o valor de peças e peões(força), dos diferentes quadros ou pontos do tabuleiro(espaço) e da oportunidade de jogar(tempo). Pois esta tabela de valores não devemos concebê-la como uma forma fixa. Somente pode proporcionar-nos uma referencia aproximada das trocas. As peças se encontram sempre em movimento, atuam aqui fortemente, debilmente ali, por isso oscila o valor relativo das peças.
Uma peça menor e dois peões, valem, na prática uma torre e aqui temos a soma ( 3 + 2 = 5), absolutamente correta; porém dois bispos (2 x 3 = 6) são, quase sempre, mais eficientes que uma torre e um peão ( 5 + 1 = 6), enquanto que três peças menores (3 x 3 = 9) são na maioria das vezes, muito mais fortes do que duas torres ( 2 x 5 = 10).
Esta avaliação, naturalmente, é abstrata e não pode ser aplicada a qualquer posição particular; representa o valor prático das peças individualmente, ou seja, a relação mútua que se verifica na maioria das posições. Não deve, entretanto, ser tomada como válida para todas as posições concretas, pois o valor das peças é relativo: depende do carácter da posição quanto do material existente no tabuleiro a um dado momento.